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Quando a sabotagem de uns atrapalha o voo de todos

Empresas não crescem sozinhas.
Negócios são feitos de ideias, estratégias… e principalmente de pessoas.
E quem lidera sabe: por melhor que seja o plano, se a equipa estiver desalinhada, o voo não decola.

Agora, tem uma coisa ainda mais delicada:
É quando alguém dentro da estrutura começa a se sabotar… e leva os outros junto.

O sabotador nem sempre vem de fora

Às vezes, ele veste crachá.
Assina o contrato de sociedade.
É aquele fornecedor que “fala bonito” mas não entrega.
Ou o colaborador carismático que começa a minar a produtividade da equipa com desculpas, atrasos e desorganização.

A sabotagem começa sutil:
– Um “esqueci”,
– Um “não deu tempo”,
– Um “depois eu resolvo”,
– Um “só tô cansado hoje”.

Mas quando se repete, vira padrão.
E padrão, no mundo corporativo, vira cultura.

A verdade é: pessoas travadas travam empresas

E isso eu vejo todos os dias nos meus atendimentos com empresários e líderes.

Equipes desmotivadas, sócios distantes, colaboradores que eram promessas… e viraram um caos silencioso.

E a pergunta que mais escuto é:

“Mas por que essa pessoa tá sabotando se tá tudo indo bem?”

Porque, muitas vezes, o sabotador não faz por mal.
Ele tem medo. Medo de crescer, medo de errar, medo de dar certo.

A neurociência explica:
O cérebro interpreta o novo, o sucesso, a responsabilidade… como ameaça.
E pra se proteger, a pessoa se enrola.
Inventa desculpa.
Trava.
E no meio disso tudo, arrasta o time com ela.

O efeito dominó: quando um trava, os outros sentem

O sabotador contamina a energia do ambiente.
Gera ruído.
Desorganiza processos.
Cria desconfiança.
E você, como líder, vai apagando incêndios sem entender de onde vem a fumaça.

É aí que o negócio estagna.
Não é a estratégia.
É a energia da equipa que foi afetada por um único ponto de sabotagem.

E quando é alguém próximo?

Essa é a parte que dói.
E onde muitos líderes travam.

– “Mas é meu cargo de confiança…”

Então tá na hora de reorganizar esse cargo. A tua paz e tua empresa valem mais.

– “Mas é meu sócio…”

Sociedades também precisam de revisão. Crescer é uma escolha dos dois lados.

– “Mas é meu companheiro(a), e também sócio(a)…”

Então talvez seja hora de rever a parceria, em todos os sentidos.

– “Mas é meu braço direito…”

Se tá te paralisando, já deixou de ser braço.

– “Mas é um colaborador que eu formei do zero…”

Sim. Mas se não entrega, se sabota e trava o time… precisa de limite.

E lembra sempre:

Você não é guindaste pra carregar peso morto.

🌿 Pra fechar com visão de liderança:

Empresas crescem com pessoas alinhadas.
E um sabotador não alinhado pode atrasar o voo de uma equipa inteira.

Identificar esse padrão é o primeiro passo.
Blindar tua estrutura é o segundo.
E ter coragem de reestruturar é o mais necessário.

E antes que alguém diga:

“Ah, mas isso é só no trabalho, né?”

Não.
Essa lógica vale pra vida também.
Pra família, pra amizades, pra relacionamentos…
Porque sabotador é sabotador em qualquer ambiente.

A diferença é que no mundo empresarial, ele custa caro.

Então, líder, empresário, gestor:

Cuida da tua equipa. Mas cuida mais ainda da energia que ela carrega.
Porque boas ideias com más companhias não vão a lugar nenhum.

Porque sabotagem não usa crachá. Ela veste o que for conveniente.

Então se tem alguém travando teu voo, tua energia, teu negócio ou tua paz…

Quem quiser caminhar contigo, caminha.
Quem não quiser… que te veja voando.

Com o coração aberto, os pés no presente e a fé de que relações saudáveis fazem negócios (e vidas) florescerem,
Carol Pereira