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🧼🧠 Quando até teu banho vira reunião: o cansaço invisível de quem lidera

Tem dias que liderar parece mais com ser bombeira de plantão. Tu resolves problema da equipe, cuida da parte emocional, do financeiro, do conteúdo, do atendimento, do amor próprio de quem trabalha contigo e se der ainda dá conta da tua própria vida.

E não importa se tu lideras uma equipe de 10 mil, 100 ou só a ti mesma. Porque não é o tamanho da empresa que pesa. É a responsabilidade emocional que vem junto.

Meus assistidos homens, mulheres, empreendedores, profissionais liberais, me procuram com sintomas parecidos: cansaço, nó na garganta, um sentimento de culpa por não dar conta de tudo e um medo absurdo de parar e o negócio desmoronar.

E eu entendo. Eu vivo isso.

“Tô com burnout”, pensei. Mas era uma virose.

Deitei com febre, dor no corpo, cansaço acumulado, pensamentos embaralhados… e minha primeira conclusão: burnout.

Simples assim. Porque a gente tá tão treinada a seguir, seguir, seguir, que até uma virose simples vira colapso na cabeça de quem vive no modo turbo.

A verdade? Era só meu corpo dizendo: “Ei, princesa, dá pra me respeitar um pouquinho aqui?”

Tu sabe do que eu tô falando…

Tu acorda com a cabeça ligada. No banho (que deveria ser teu ritual sagrado), tu já tá organizando mentalmente a agenda. Tu vai a um jantar e, no meio da sobremesa, tá respondendo cliente por dentro. Teu corpo tá ali, mas tua mente tá cinco tarefas à frente. (E isso quando tu não decide colocar mais coisa no teu dia, só pra “sentir que tá rendendo.”)

E aí tudo começa a desandar.

Os sinais? Claríssimos.

📉 O faturamento começa a cair.
📭 Os clientes somem.
🙄 A equipe começa a fazer cara feia.
🎭 Dois ou três se unem pra reclamar de ti pro compliance, e tu nem sabe por quê.

A tua energia muda, e tudo ao redor começa a vibrar nesse descompasso.

E tu vai levando…

Tu pensa: “Faz parte, né?” “Faz parte ser adulta e trabalhar 20 horas por dia.” “Faz parte dormir 4h.” “Faz parte esquecer de comer.” “Faz parte anotar na agenda que tu tens 15 minutos pra ligar pra tua Dinda porque tu te lembrou dela no meio de dois atendimentos.” (E sim, isso sou eu. Real oficial.)

E quando me pego nessa roda, lembro da Carolina criança, caminhando pela casa, e vendo o meu tio no gabinete, altas horas da noite, trabalhando. E eu pensava: “Mas até essa hora ele tá ali trabalhando? Que loucura.”

Mal sabia eu que, anos depois, seria eu quem estaria com o notebook no colo de madrugada, tentando dar conta de tudo. E às vezes me pergunto se aquela menina que me habitava acharia isso bonito… Ou só cansativo.

Quando até o peito dói

Muitos dos meus assistidos chegam até mim depois de já terem passado no médico. Dor no peito. Falta de ar. Formigamento. Aceleração. O medo era claro: “Acho que tive um infarto.”

Mas o exame dá normal. Coração bom. Tudo certo. E aí vem o diagnóstico real: burnout. Ou uma crise de pânico.

E o que eu vejo por trás disso?

Um corpo em colapso depois de semanas (ou meses) ignorando sinais. E mais uma mente esgotada, achando que ser forte é sinônimo de aguentar tudo calada.

E sabe quem tá no meio disso tudo?

O timo , essa glândula maravilhosa (e pouco falada) que fica ali no centro do peito. Seu nome vem do latim thymus, que significa energia vital, coragem, ânimo. Quando tu estás sob estresse contínuo, teu corpo libera cortisol demais, e o timo reage. Incha. Aperta. Grita.

Mas como ninguém fala dele, a gente pensa: “Tô morrendo.”

Mas não. Tás só desconectada de ti.

E não pense que isso só acontece contigo

Não, não. Tu achas que o CEO do Meta não acorda suando no meio da noite com a cabeça fervendo? Tu achas que o presidente da Gerdau nunca pensou em largar tudo e abrir um café num lugar isolado? Tu achas que o dono da pastelaria da tua esquina, ou o do talho da tua rua, não tem dia que só queria não ver ninguém?

Tem. Mas eles também não falam.

E desligar? Fácil? Nem um pouco.

Desligar é difícil pra caramba. Porque a gente não foi ensinada a existir sem produzir. A cabeça segue no modo sobrevivência, mesmo quando o corpo já pediu paz.

Por isso, autoconhecimento é libertador. É ele que ajuda a reconhecer os teus limites antes do corpo gritar. E é por isso que eu insisto com meus assistidos:

🌿 Aromaterapia ajuda. 🧠Neurociencia Sistêmica
🧘 Mindfulness ajuda. 💤 Hipnose ajuda muito.
🧠 Terapia sistêmica + respiração consciente + gentileza contigo mesma: tudo isso reorganiza o teu sistema.

Antes da guerra, vinham as festas (literalmente)

Sabias que os grandes generais romanos faziam festas antes das batalhas? Dançavam, bebiam, se divertiam. Não era só folia, era estratégia. Porque sabiam que o corpo precisa relaxar antes de lutar.

E olha… até o Romário fazia isso. Fugia da concentração, curtia uma festa, virava a noite… e no dia seguinte, metia gol como se nada tivesse acontecido.

Por quê?

Porque o corpo rendia melhor quando a mente estava leve. Tem coisa que nunca sai de moda, meu amor.

E é por isso que eu insisto com meus assistidos: pratiquem o nadismo. Sim, aquele momento de simplesmente não fazer nada, de se permitir existir sem produzir.

Eu pratico, e não é fácil. Mas é necessário.
E como eu sempre digo: todos os dias eu também aprendo.

Respira… e sente:

“Quem olha pra dentro, desperta. Quem olha só pra fora, se perde.”
(Carl Jung)

Autoconhecimento e desenvolvimento pessoal não são luxo, são base pra quem lidera.

Então talvez, só por hoje, tu possa fazer como os antigos:
celebrar antes da luta.

E quando for preciso voltar…
Tu volta.
Inteiro.
Presente.
Com a cabeça no lugar e o coração no corpo.

Com verdade, empatia e aquela leveza de quem já sobreviveu ao próprio caos,
Carol Pereira
🦋✨